Este é o texto original em cingalês do romance de Martin Wickramasinghe, na edição da Godage International Publishers. Está impresso inteiramente em escrita cingalesa — não há tradução em inglês neste volume — pelo que se destina a leitores que lêem cingalês, ou a famílias que mantêm uma biblioteca em cingalês no estrangeiro. A capa traz o título e o nome do autor em cingalês e reproduz uma aguarela de dois rapazes conduzindo uma canoa a vara por entre os mangais.
A história é uma aventura da infância e um conto de amadurecimento, passada nas aldeias da costa sul do Ceilão nos finais do século XIX. Upali Giniwella perdeu a mãe ainda jovem e ressente a sua madrasta. Lidera um pequeno grupo de rapazes da aldeia e mantém uma sequência constante de travessuras com o seu dedicado companheiro Jinna. Quando o seu mau comportamento vai longe de mais, os dois abandonam casa. Trabalham para um agricultor, Podigamarala, que lhes ensina o cultivo, e depois instalam-se em Madol Doova, uma ilha deserta coberta de mangais que começam a desbravar e a plantar. Uma luz na ilha que os rapazes julgam ser um fantasma revela-se afinal um foragido que se esconde da lei. Um homem chamado Punchi Mahattaya junta-se a eles mais tarde e trabalha ao seu lado. A notícia de que o pai de Upali está doente chega-lhe aos ouvidos e ele regressa à aldeia; no final, a propriedade na ilha tornou-se uma plantação em pleno funcionamento.
"Madol Doova" significa "ilha dos mangais". A ilha existe de facto, entre as ilhas do lago de Koggala, na costa sul, e Wickramasinghe nasceu em Koggala e passou lá a sua infância. A sua casa ancestral nesse local é hoje o Museu de Arte Popular Martin Wickramasinghe, e ele está sepultado ali.
Wickramasinghe é comummente descrito como o pai da literatura cingalesa moderna, e os seus outros romances incluem Gamperaliya e Viragaya. Madol Doova está entre os seus livros mais conhecidos, amplamente lido em Sri Lanka e familiar aos leitores de cingalês desde a infância. Foi adaptado ao cinema em cingalês como Madol Duwa, realizado por Lester James Peries, com música de W. D. Amaradeva.
Trata-se de um romance único e contínuo, e não de uma coletânea, lendo-se de fio a pavio. Para as famílias de Sri Lanka no estrangeiro, é muitas vezes o livro que se oferece às crianças em cingalês; para os leitores que regressam à língua, é um texto que muitos já recordam vagamente da memória. Quem se dedique à ficção cingalesa do século XX vai querer tê-lo nas palavras do próprio autor, e não em tradução.
- Autor: Martin Wickramasinghe
- Editora: Godage International Publishers
- Publicação: 1947
- Idioma: Cingalês
- Páginas: 200